Tendências do Mercado para 2025: Uma Visão de Longo Prazo

O que esperar do S&P 500, Ibovespa, Commodities, Dólar e Bitcoin em 2025?

Vamos analisar, com foco em horizontes de vários meses ou até anos, algo que raramente fizemos nos últimos cinco anos de canal. Se você busca projeções de longo prazo e quer entender como esses mercados podem se comportar, este artigo é para você.

 

S&P 500: Tendência de Alta em Horizonte de Longo Prazo

O S&P 500, principal índice de ações americanas, mantém uma tendência de alta desde o fundo de 2008. A crise do subprime, um dos maiores colapsos financeiros recentes, marcou o ponto de partida para um pivô de alta que se mantém até hoje.

  • Crises e Correções: Apesar do susto da pandemia, que gerou uma queda de mais de 20%, o índice se recuperou rapidamente e voltou a marcar topos e fundos cada vez mais altos.

  • Olhando o Gráfico de 6 Meses: Cada candle representa seis meses, o que torna qualquer correção algo significativo em termos de tempo e porcentagem. É comum vermos correções de 15% a 20%, mas a tendência geral continua altista.

  • Volume e Possível Correção: O volume vem enfraquecendo enquanto o preço sobe, um sinal de alerta (bearish). Ainda assim, não existe um padrão de reversão clara; a alta permanece até que se forme um topo relevante ou um pivô de baixa.

 

Conclusão para o S&P 500:

  • Segue em tendência de alta; quem aproveitou correções anteriores, especialmente a da pandemia, obteve bons ganhos.

  • Fique atento a possíveis correções bruscas (algo comum em gráficos de 6 meses), mas sem sinais concretos de fim de ciclo altista no momento.

Ibovespa: Descolado do Mercado Americano

Enquanto o S&P 500 continua forte, o Ibovespa enfrenta um cenário diferente. Nos últimos meses, a bolsa brasileira não acompanhou a alta da bolsa americana, rompendo a tradicional correlação positiva que historicamente existia.

  • Saída de Capital Estrangeiro: Em 2024, cerca de R$24 bilhões deixaram a bolsa brasileira, refletindo menor confiança de investidores estrangeiros em nossa economia.

  • Topo Duplo e Gráfico de 6 Meses: Dois topos na mesma altura sugerem dificuldade em retomar a alta. Se cair abaixo dos 95 mil pontos, pode entrar em uma tendência de baixa mais prolongada.

  • Risco de Repetir 2011-2016: Naquele período, enquanto Europa e EUA subiam, o Brasil caía e perdia relevância. Há temor de que algo parecido ocorra novamente.

Conclusão para o Ibovespa:

  • Em uma perna corretiva no longo prazo (6 meses).
  • Importante observar o suporte dos 95 mil pontos; se perdido, pode abrir espaço para quedas mais intensas.

DXY: O Dólar Contra o Mundo

O DXY mede o dólar frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos e, desde 2011, mantém uma tendência de alta.

  • Possível Rompimento de Topo: O índice está perto de romper sua máxima anterior em 114.000 pontos. Se confirmado, pode buscar patamares ainda mais altos (projeções apontam 133.000, mas isso pode levar anos).

  • Níveis Críticos: Se perder 99.000 pontos, entraria em trajetória de baixa no longo prazo. Caso contrário, segue valorizando.

Conclusão para o DXY:

  • Se romper o topo anterior, podemos ver o dólar ainda mais forte mundialmente.

  • Se cair abaixo dos 99.000, mudaria para um viés baixista no longo prazo.

Dólar x Real: Tendência de Alta em Longo Prazo

Além de o dólar se valorizar globalmente, o real sofre mais que outras moedas emergentes. No gráfico mensal:

  • Pivô de Alta: Já atingiu 161% de Fibonacci, indicando correção de curto prazo, mas a tendência de longo prazo segue altista.

  • Suporte Importante: Região dos R$5,95 pode ser testada numa correção, mas, se perder esse nível, o dólar ainda tem espaço para buscar patamares mais altos (chegando a projeções de R$6,76 ou mais).

Conclusão para o Dólar x Real:

  • Continua numa tendência de alta, com realização (correção) em curso.

  • Se romper o topo anterior, confirma força compradora e pode ameaçar novas máximas.

Commodities em Alta

O Índice de Commodities (CRB Index ou similares) mostra que o preço de diversas matérias-primas (como petróleo, grãos e metais) está em canal de alta no gráfico mensal.

  • Próximo ao Topo do Canal: Se romper esse nível, pode testar a máxima histórica.
  • Benefício Global: SP500 altista e commodities altistas, mas o Brasil não consegue aproveitar totalmente essa onda (por questões internas).

Conclusão para as Commodities:

  • Pressão de alta; se romper o topo, pode ganhar força e revisitar máximas históricas.

  • Viés altista reforçado, mas depende de fatores macroeconômicos e de oferta e demanda globais.

 

Bitcoin: Nunca Esteve em Baixa no Gráfico de 6 Meses

O Bitcoin, em gráficos de prazos longos (6 meses), nunca estabeleceu uma tendência de baixa definitiva.

  • Topos e Fundos Ascendentes: Apesar dos Bear Markets no curto prazo (correções de 70% ou mais em 1 ano), o gráfico semestral segue indicando topos e fundos mais altos.

  • Rumo a 1 Milhão?: Alguns analistas acreditam que o Bitcoin chegue a patamares muito elevados nos próximos ciclos. Entretanto, quem estiver alavancado sem stop pode quebrar em correções de 70% a 90%.

  • Ciclos de Alta e Correções Intensas: Em tendência de alta de longo prazo, mas sujeito a quedas violentas que frequentemente liquidam posições superalavancadas.

 

Conclusão para o Bitcoin:

  • Longe de reverter para uma tendência de baixa no gráfico de 6 meses.

  • Quem segue investindo ou operando deve estar ciente de correções fortes e usar stops para não perder tudo.

 

Considerações Finais

2025 promete movimentos intensos em vários mercados. Embora o S&P 500 se mantenha em alta e as commodities estejam fortes, o Brasil fica para trás, com Ibovespa lutando para manter suporte e dólar pressionado para cima. Já o Bitcoin e o DXY mostram força consolidada em gráficos semestrais, porém sujeitos a correções expressivas.

  • Longo Prazo: Gráficos de 6 meses e 1 ano podem sinalizar movimentos gigantescos, mas as correções também são profundas.
  • Risco x Oportunidade: A tendência pode favorecer ganhos robustos, mas quem estiver alavancado sem gerenciamento de risco pode enfrentar perdas severas.

  • Dica de Corretora: Se optar pelo mercado brasileiro, o BTG Pactual é recomendado para day trade ou investimentos de longo prazo.

Seja qual for o mercado escolhido, estudar e ter um bom plano de trade continua sendo a melhor forma de aproveitar oportunidades e se proteger das inevitáveis correções.

Bons trades!

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