Guerra no Oriente Médio, Petróleo em Queda e Bolsas em Máximas: O Que Está Acontecendo com o Mercado?
Enquanto o Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz e conflitos no Oriente Médio se intensificam, vemos o petróleo caindo, o ouro subindo, o dólar corrigindo forte — e, ao mesmo tempo, as bolsas americanas rompendo suas máximas históricas. Parece contraditório? É assim mesmo que o mercado funciona: o preço já desconta tudo.
Neste artigo, vamos analisar tecnicamente os principais mercados globais, usando gráficos e projeções com base em análise técnica, Fibonacci, padrões de preço e leitura de fluxo.
Nasdaq rompe máximas com sinal de exaustão
No gráfico mensal da Nasdaq, vimos uma forte alta desde a pandemia em 2020, com topo em 2021 e posterior correção de mais de 37%. Esse movimento respeitou exatamente o topo anterior — a máxima da bull run — junto da retração de 50% de Fibonacci. A partir desse ponto, a tendência de alta foi retomada.
Atualmente, o preço rompeu o topo histórico, mas com IFR entrando em sobrecompra e volume decrescente. Isso indica fraqueza na tendência. No gráfico semanal, ao projetar o pivô formado, vemos que o primeiro alvo de Fibonacci (100%) já foi alcançado. O próximo nível, a projeção de 161%, aponta para a região dos 24.900 pontos.
S&P500: mesmo padrão, mesmo cenário
O SP500 segue com estrutura muito semelhante à da Nasdaq. O topo de 2021 serviu como suporte com confluência na retração de 50%. Ao projetar os pivôs no gráfico diário, vemos que o primeiro alvo de Fibonacci já foi atingido. O segundo alvo, em 161%, está na faixa dos 6.253 pontos.
E o dólar? Vale a pena dolarizar agora?
O dólar saiu dos R$ 6,30 e caiu até a região dos R$ 5,50, testando a retração de 50% de Fibonacci. A retração de 61,8%, se atingida, levaria o dólar para os R$ 5,30. No gráfico semanal, o dólar está deixando topos e fundos descendentes. Se perder o fundo atual, há espaço técnico para buscar a retração de 61,8%.
Mesmo com a guerra no Oriente Médio e tensões envolvendo o Irã, o dólar não está se valorizando. Isso pode representar uma oportunidade de dolarizar a carteira enquanto o câmbio está mais atrativo, ao contrário do que muitos fizeram quando o dólar estava acima de R$ 6,00.
Petróleo em queda mesmo com ameaça de guerra
No gráfico mensal, o petróleo está respeitando uma linha de tendência de baixa traçada desde meados de 2023. No gráfico semanal, a LTB teve três toques validados. Houve uma bull trap (armadilha de alta) e, em seguida, uma forte queda — uma “patada do urso” — que gerou lucros de até US$ 12.000 por lote vendido.
O movimento foi técnico: um pivô de baixa que corrigiu exatamente 61,8% de Fibonacci e projetou 161%, em confluência com a linha de tendência de baixa. Agora, no gráfico diário, o petróleo está corrigindo a queda, testando a média móvel de 20 períodos. Ainda não há confirmação de reversão, mas o ponto é delicado: operar vendido com o ativo esticado pode ser perigoso.
Ouro: proteção em tendência, mas com sinais de exaustão
O gráfico mensal do ouro mostra uma forte tendência de alta, mas com sinais de esticamento: seis candles consecutivos de alta, IFR em 87 e volume em queda. Se houver uma correção até a retração de 38%, isso implicaria uma queda de 20% no preço do ouro.
No gráfico semanal, a tendência ainda é de alta, respeitando uma LTA. Mas se o fundo atual for perdido, a tendência será revertida, com o ouro deixando dois topos na mesma altura, rompendo o fundo e cruzando para baixo da média de 20.
Já no gráfico diário, o ouro já confirmou um pivô de baixa. A tendência de curto prazo é de queda. Porém, como ainda está dentro de uma tendência maior de alta no semanal, esse movimento precisa ser acompanhado com cautela.
Prata: atrasada em relação ao ouro, mas próxima do alvo
A prata está bem abaixo da máxima histórica, ao contrário do ouro. Porém, o gráfico mostra um pivô de alta que já está perto de atingir o último alvo de Fibonacci, levemente acima de US$ 39 a onça.
A relação risco-retorno neste ponto é ruim: o preço está muito próximo do alvo e o stop seria caro. No entanto, com uma consolidação ou correção, pode haver nova oportunidade.
Vale a pena comprar ações agora?
Apesar de Nasdaq e SP500 estarem em máximas históricas, há diversas ações individuais que ainda estão baratas — inclusive empresas que já caíram mais de 30%, mesmo com os índices renovando topos.
Existem boas oportunidades, especialmente em ações pagadoras de dividendos, com potencial de valorização no longo prazo. O investidor atento, que analisa setor por setor, pode encontrar papéis descontados para compor uma carteira sólida.
Como encontrar oportunidades setoriais?
Na plataforma ExStation 5, é possível usar um scanner gratuito para filtrar ações por setor. No exemplo do vídeo, o filtro foi usado para identificar empresas do setor de petróleo — como ExxonMobil, Chevron, Shell e até Petrobras. Também é possível trocar o filtro para o setor farmacêutico, encontrando nomes como Johnson & Johnson, AstraZeneca e Pfizer.
É uma ferramenta simples, gratuita e poderosa para quem quer estudar ações setorialmente e identificar oportunidades com rapidez.
Com tantos ativos em pontos técnicos importantes — dólar em suporte, petróleo testando resistência, ouro esticado, índices renovando máximas — a análise técnica segue como a principal aliada do trader que busca entender o que realmente importa: o movimento dos preços.
Quem for responsa, já sabe: estude os gráficos, teste no simulador e siga desenvolvendo sua leitura de mercado. Estamos juntos.
-> Confira o vídeo: