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Todo trader passa por uma fase em que procura a estratégia perfeita.
O problema é que algumas estratégias parecem brilhantes na teoria, mas são verdadeiras armadilhas quando colocadas em prática. Outras funcionam, mas exigem muito mais experiência. E existem aquelas que conseguem combinar simplicidade, gerenciamento de risco e uma boa relação risco-retorno.
Se eu tivesse que classificar as estratégias mais populares do day trade da pior para a melhor, este seria o meu ranking.
5º Lugar: Martingale
Se existe uma estratégia que merece o último lugar, é o Martingale.
A lógica parece tentadora.
Você entra em uma operação. O mercado vai contra você. Então aumenta a posição para reduzir o preço médio. Se continuar contra, aumenta novamente. E assim sucessivamente.
A ideia por trás disso é que o mercado eventualmente vai voltar.
O problema é que o seu dinheiro não é infinito.
E o mercado pode permanecer irracional por muito mais tempo do que a sua conta consegue suportar.
No day trade alavancado, uma tendência forte contra a sua posição é suficiente para destruir meses de lucro em poucas horas.
Muita gente argumenta que conhece alguém que ganha dinheiro com Martingale.
Isso até pode acontecer em investimentos de longo prazo e com exposições extremamente pequenas. Mas no day trade alavancado, é apenas uma questão de tempo até a conta quebrar.
Por isso, o Martingale ocupa sozinho o último lugar deste ranking.
4º Lugar: Comprar Fundo e Vender Topo
Todo iniciante tenta fazer isso.
A lógica parece perfeita:
-
Comprar barato
-
Vender caro
Mas o mercado não funciona dessa forma.
Quando um ativo está caindo, existe um motivo para ele estar caindo.
E tendências possuem inércia.
Se o Bitcoin cai de US$ 125 mil para US$ 90 mil, muita gente pensa que ficou barato.
Depois cai para US$ 60 mil.
Aí parece ainda mais barato.
Mas e se continuar para US$ 40 mil?
É justamente por isso que existe o famoso ditado de não tentar pegar uma faca caindo.
Na prática, operar tendência costuma ser mais eficiente.
Em uma tendência de alta, o rompimento de topo frequentemente oferece oportunidades melhores do que tentar adivinhar onde está o fundo.
Em uma tendência de baixa, perder fundos costuma ser um sinal mais relevante do que tentar descobrir onde a queda vai terminar.
3º Lugar: Operar Reversão
Aqui começam as divergências.
Existem traders extremamente lucrativos operando reversão.
Mas para a maioria das pessoas, essa é uma estratégia difícil.
O motivo é simples.
Quando você opera reversão, está apostando contra a tendência principal.
E existe um motivo para uma frase tão popular entre traders:
“The trend is your friend.”
Se o mercado está em tendência de alta, ele tende a continuar em alta.
Se está em tendência de baixa, tende a continuar caindo.
Operar reversão exige muito mais precisão e experiência.
Isso não significa que seja impossível.
Mas significa que você está escolhendo um caminho mais difícil.
Se for operar reversão, o ideal é buscar contextos específicos:
-
Preço muito afastado da média móvel
-
IFR em extremos
-
Região forte de suporte ou resistência
-
Padrões claros de reversão
Mesmo assim, continua sendo uma estratégia mais complexa do que simplesmente seguir a tendência.
2º Lugar: Pullback
Pullback já entra na categoria das estratégias que fazem bastante sentido.
Mas existe uma diferença enorme entre operar pullback da forma errada e da forma correta.
A forma errada costuma ser colocar uma ordem limitada em uma retração de Fibonacci e torcer para o mercado segurar naquele ponto.
O problema é que ninguém sabe antecipadamente se a correção vai parar nos 38,2%, nos 50% ou nos 61,8%.
Por isso, simplesmente largar uma ordem esperando o mercado voltar pode ser perigoso.
A forma mais interessante de operar pullback é combinar múltiplos tempos gráficos.
Enquanto o gráfico maior realiza uma correção, o gráfico menor começa a mostrar sinais de retomada da tendência.
Isso permite uma entrada mais precisa e com risco mais controlado.
Quando bem executado, o pullback oferece excelentes oportunidades.
Mas ainda não é a melhor estratégia.
1º Lugar: Trend Following com Fibonacci e Alinhamento de Tempos Gráficos
Se eu tivesse que escolher apenas uma estratégia para operar o resto da vida, seria essa.
Primeiro porque ela trabalha a favor da tendência.
E operar a favor da tendência já aumenta bastante as probabilidades de sucesso.
Mas o grande diferencial está na combinação de três elementos:
Tendência
O mercado mostra a direção principal.
Você não precisa adivinhar.
Basta seguir o fluxo dominante.
Fibonacci
Ao invés de sair da operação baseado em emoção ou em números aleatórios, você utiliza projeções objetivas para definir alvos.
Isso traz muito mais consistência.
Uma abordagem interessante é dividir a posição em múltiplos alvos:
-
Primeiro alvo Fibonacci
-
Segundo alvo Fibonacci
-
Terceiro alvo Fibonacci
Assim você realiza lucros gradualmente enquanto mantém parte da posição buscando movimentos maiores.
Alinhamento de Tempos Gráficos
Essa foi uma das maiores viradas de chave da minha carreira.
O trader utiliza o gráfico maior para definir o alvo e o gráfico menor para executar a entrada.
Na prática:
-
Stop técnico pequeno
-
Alvo baseado em um movimento muito maior
É daí que surgem relações risco-retorno extraordinárias.
Enquanto muitos traders trabalham com relações de 2 para 1, o alinhamento de tempos gráficos pode permitir operações de 10 para 1, 15 para 1 ou até mais.
Conclusão
Não existe uma estratégia perfeita.
Mas existem estratégias que facilitam a vida do trader e outras que dificultam.
Se eu tivesse que resumir este ranking em uma única frase, seria:
Quanto mais você luta contra o mercado, pior tende a ser o resultado.
Por isso, estratégias que seguem a tendência costumam funcionar melhor do que estratégias que tentam antecipar reversões ou desafiar o movimento principal.
No fim das contas, o objetivo não é encontrar a estratégia mais sofisticada.
É encontrar uma abordagem simples, repetível e que permita sobreviver tempo suficiente para alcançar consistência.